quarta-feira, 3 de novembro de 2010

São Paulo, Rua Augusta, prostituição e afins parte 1

Continuação do post anterior. São Paulo, São Paulo, São Paulo.



Primeiro dia.

... Então eu e Allen nos despedimos do caminhoneiro e ficamos no final da Fernão dias, pegamos as mochilas no baú do caminhão e seguimos para procurar informação sobre o centro, falamos com umas pessoas no ponto de onibus todas super assustadas, paulista é total neurado ainda mais quando vê duas pessoas com mochilas grandes e barraca querendo saber onde fica a rua augusta, 'Então vocês são turistas?' 'Não meu amor, somos viajantes'. Pegamos o busão fomos para o centro já que eram por volta das 10h da manhã.

O que fazer em São Paulo? alias o que não fazer. Fomos para 25 de março! como todo bom viajante e sem medo da super segurança da cidade, atravessamos a rua mais camelô do brasil com 20 quilos de mochila cada um, super esbarrando na galera e fazendo a egipicia, já que quando eu to com o mochilão minha auto-estima sobe exageradamente. 25 de março é um formigueiro no meio do centro, todo mundo correndo atrás de uma promoção, pessoas super estressada sempre olhando para o relógio, os manos na esquina esperando uma vitima fácil e pra finalizar, você encontra absolutamente T-U-D-O nessa rua, até sua mãe dentro de uma caixa. Saímos da 25 e seguimos procurando cigarro, o que é quase escasso em SP, serio! paulista não fuma, diferente dos mineiro e suas barracas de revistas com as inúmeras variações de fumo, demoramos quase 1h pra achar o bendito do cigarro.


Desbravando São Paulo acabamos dando de cara com a carreata da Dilma, saindo do viaduto do chá indo até a Praça da Sé ai nos perguntamos porque não? Seguimos atrás da carreata e logo fiz um vídeo pra registrar, ja que parecia mais uma parada gay que um comício. Se liga ai no 'Galera molhando a calcinha no comicio da Dilma', o vídeo tem esse nome devido ao alto indice de olhares que eu e o Allen recebemos ao longo do percurso devido as nossas mochilas, barraca e violão. Eu nem gostei né? Imagina.

Olha ai:


Saímos do comício perambulando pela cidade e sem querer encontramos a galeria do rock, galeria do rock um shopping para roqueiros mauricinhos, sim shopping, ja que tudo ali era absurdamente caro, mais valeu a experiência, entramos lá e vimos uma multidão de gente numa cafeteria... multidão de gente em sp.. conta outra.. enfim, era o Supla, aquele mané que paga de roqueiro filho da prefeita. Ficamos então ali sentados na frente da galeria conversando sobre a cidade e saber onde iríamos acampar... SACA ESSA NEURA, ACAMPAR EM SÃO PAULO! HAHAHA. Ai o Allen claro, que tem como função lê meus pensamentos tira de dentro da mochila dele uma garrafa de malibu, tive um orgasmo na hora! puxei a gaita e ele o violão, claro que chamamos atenção de toda a 24 de maio (rua que estávamos) dois vagabundos viajantes de jeans rasgados no centro de SP tocando gaita e violão, bebendo as 3h da tarde, na hora surgiu uma rodinha a nossa volta curtindo a nossa vibe, trocamos altas ideias com as pessoas que pararam pra conversar, que nem estavam tão apressadas assim... Ai então uma menina se aproxima da gente e solta: 'To morrendo de inveja de voces'. Desmbolamos um papo com ela e trocamos o numero do celular, a vibe dela era super tranquila, logo percebi quando ela falou 'Eu já fui em São Tomé das Letras' ficamos conversando um pouco e depois a Juliana teve que entrar, ela trabalhava na galeria. Já passavam da 5h da tarde 'É meu brother bora caçar um canto'. Ai o Allen lembra que tem uma tia que não falava a anos e morava em SP, ele ligou pra mãe dele em BH e ela passou o numero da tal tia, pois é hora do migué... 'Eai tia é o Allen lembra de mim a 10 anos atrás? pois é senti saudade e vim visitar voce' hahaha... ou mais ou menos isso, na hora ela disse pra irmos pra lá, SUPIMPA! íamos ficar em SP 3 dias no máximo, mais com essa bocada acabamos esticando quase 10 dias. Porque eu torno a repetir. SÃO PAULO É BOM PRA CARALHO!

Chegamos na casa da tia dele, fomos mega-ultra-super bem recebidos, detalhe que fazia anos que ele não via a tia dele e ainda chegou comigo e tals... enfim, a tia dele super jurando que a gente namorava, o tio dele nos convidando pra tomar uma, tomamos um banho e RUA! estávamos super cansados, mais era sexta feira, estávamos em São Paulo, jura que eu ia ficar dormindo né? tratamos logo de ficar bêbados pra vagar a noite inteira. Chegamos na Avenida Paulista e andamos ela toda ida e volta, as ruas que cortam a Paulista é super banco imobiliário: Brigadeiro, Augusta... Ai chegamos, chegamos na Rua Augusta.

Rua Augusta: A Rua Augusta se divide em duas, Alto-Augusta e Baixo-Augusta. A parte baixa é tomada por prostitutas, lésbicas, viados, viciados, casas de strippers, bares decadentes, travestis, androgenos, gente estranha. Alto Augusta é formada por patricinhas e playboys tomando café e querendo pagar de super cult com alguns artistas/atores/cantores falidos. Underground do inicio ao fim, aquela visão de 'Las Vegas decadente' luzes por todas as partes, principalmente aquelas de neon indicando 'SEX' por todos os lados, a Augusta transpira sexo e pó, faz de voce sair de lá trincado sem nem ter olhado por lado. E claro que a Augusta fica no topo dos lugares mais junkies e decadentes que eu curtir. Segue a lista:

- Rua Augusta - São Paulo/SP
- Cracolandia - São Paulo/SP
- Lapa - Rio de Janeiro/RJ
- Edificio Malleta - Belo Horizonte/MG
- Praça 7 - Belo Horizonte/MG
- Embaixo do viaduto prox a praça da estação - Belo Horizonte/MG
- Taverna - Belém/PA

Quem gosta desse tipo de role como eu, vai gostar dessas indicações, claro que tem mais: ferroviárias, metros... turismo underground a disposição.


Entramos em um barzinho do tipo: balcão, sinuca e escuridão, já estavamos bebados, mais tinhamos que entrar nos famosos barzinhos da Augusta, o clima era total sombrio, com um cara gordo no balcão e como paradoxo um travesti sentando lá atras esperando alguma coisa... A Augusta definitivamente é uma mistura de gente estranha com o moderno, onde prostitutas e punks convivem na mais perfeita harmonia. Quem conhece São Paulo e não conheceu a Rua Augusta nem em SP foi, e tenho dito!

São Paulo gerou historias pra vida inteira, esse foi o só o primeiro dia, no próximo post eu concluo pra não ficar muito estendido. Logo tem mais: 'Cracolandia, Bubu longe, prostituição e afins'.

A seguir no proximo post:
'Visitamos a cracolandia', 'Fomos em uma das maiores e melhores boates gays do Brasil', 'eai a Monique entrou o não num carro desconhecido parado no meio da rua?'


Este blog é feito de relatos reais, qualquer ideia insana vinda dele não deve ser repetida.

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